“Et
sensi,expertus sum non esse mirum quod paleto non sano poena est et panis, qui
sano suavis est, et oculis argris odiosa lux, quai puris amabilis.”
(“Senti e experimentei que
não é de se admirar que o pão, tão saboroso ao paladar saudável, seja enjoativo
ao paladar enfermo, e que a luz, amável aos olhos límpidos, seja odiosa aos
olhos doentes.”)
Agostinho
Como é ruim quando a gente
fica doente... nada está bom. Se estamos sentados é desconfortável, se deitamos
tudo dói, levantar nem sempre é uma tarefa fácil.
Lembro que quando era
criança, eu tinha sucessivas crises de amidalite, era terrível; a dor, o
desânimo, muitas vezes rompia-se vasos sanguíneos na garganta. E os remédios...
amargos, terríveis. Pelo menos quatro dias até começar a melhorar.
Pois é, isso é normal.
Quantas pessoas nesse momento estão abatidas por uma enfermidade? Algumas
simples, outras sem esperança de cura.
Interessante, como ficamos
doentes com tanta facilidade? Por que tantas vezes?
Muitas vezes adoecemos por
falta de cuidado. Ficar muito tempo exposto ao sol ou mesmo em baixo do
guarda-sol, além das queimaduras, pode provocar insolação (cujos principais
sintomas são pele avermelhada, confusão mental, dor de cabeça, desidratação e
vômitos). Ficar sem agasalhos em ambientes frios pode causar gripe, dor de
garganta, etc.
Outras vezes, ficamos doentes
mesmo tomando cuidados necessários. Podemos comer ou beber algo que cause
intoxicação, ou a longo prazo doenças mais graves. O simples fato de permanecer
em um ambiente com ar condicionado pode nos trazer uma conjuntivite. E como é
terrível! Mal conseguimos abrir os olhos, a luz é insuportável!
Mesmo quando estamos doentes,
além dos medicamentos, precisamos nos alimentar; mas não é fácil! Tudo tem um
gosto horrível, nossa vontade é ficar bem longe de qualquer comida... mas é
necessário. Quem nunca se recusou a se alimentar quando estava doente? E alguns
são muito resistentes, e acabam nem comendo mesmo. Seguindo nossa linha de
raciocínio, o que acontece se a pessoa doente não se alimentar? Fatalmente ela
vai enfraquecer, tanto que pode chegar á morte. Porém, mesmo se a pessoa
recusar-se a se alimentar, mas alguém tomar providências, pode curá-la; então,
depois de curada, a pessoa vai se sentir tão bem que não vai querer ficar
doente de novo.
Mas tudo isso refere-se a
enfermidades do corpo. E espiritualmente, é possível ficar ou estar doente?
Posso afirmar que sim!
Vejamos: Co 11:30
Está claro que o contexto é a
Ceia do Senhor, mas aqui temos pessoas doentes espiritualmente, e dentro da
igreja! Mas a normalidade de pessoas doentes espiritualmente é absurdamente
maior fora da igreja. E, como doentes físicos, eles também não querem saber de
comida. Opa, comida para o espírito? Sim! MT 4:4.
No contexto, esta citação de Jesus
refere-se ao sustento do povo no deserto, mas podemos concluir que alimento
para nosso espírito é a Palavra de deus.
E os doentes realmente têm
aversão, não é? Constantemente passamos por momentos que, ao falar de deus, as
pessoas riem, escarnecem, recusam, ou simplesmente viram as costas e saem.como
disse Agostinho, o pão é enjoativo (João 6:35). Têm seus olhos espirituais
doentes, e não suportam a luz (João 3:19 a 21) Estão doentes, não querem se alimentar, não querem a cura e acabarão
morrendo. Porém muito pior que a morte física, é a morte espiritual.
E tem solução? Essa doença
que assola o mundo, tem remédio?
Sim! E nós recebemos a cura,
Deus nos concede a cura! E o remédio já está pago, mas não foi barato. Aliás,
foi o preço mai alto cobrado. Alto, porém justo (Is 52:13 a 53:12).
O que acontece para muitas
vezes nos esquecermos disso? Esquecermos que recebemos gratuitamente algo tão
valioso? Nós, que antes éramos contados com a escória do mundo, hoje somos
renovados! Voltamos a ser a “coroa da criação”, recebemos a reconciliação!
Não podemos nos esquecer que
nossa natureza é abominável, mas também não devemos deixar de lado a certeza
que os méritos de cristo superam tudo! Somos novas criaturas, saudáveis,
refletindo a Luz, a mais maravilhosa luz que pode existir, a luz do nosso Deus!

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