segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O Passo-a-passo do pecado

“Cada um, porém é tentado pelo próprio mau desejo, sendo por este arrastado e seduzido. Então esse desejo, tendo concebido, dá à luz ao pecado, e o pecado, após ter se consumado, gera a morte.”
Tiago 1:14 e 15 NVI

Todos nós conhecemos histórias de pessoas que cederam à tentações como roubo, adultério e outros; muitas dessas pessoas têm tal conduta moral que ficamos perplexos ao saber que cometeram erro tão graves.
É comum, nesses casos, ouvirmos termos como “eu caí” ou “foi um momento de fraqueza”; mas, será que tais afirmações seriam corretas?
Eu costumo dizer que existe um “passo-a-passo” do pecado, e faço essa afirmação baseado no texto citado, nos exemplos que encontramos na Bíblia e nas minhas próprias experiências.
Veja, não existe “pecadinho\pecadão”, pois que é culpado de transgredir um ponto da Lei, é culpado de transgredir toda ela; talvez seja difícil para você assimilar tal conceito, mas não se preocupe, é difícil para todos nós em algum momento da nossa caminhada. Deus é moralmente perfeito, perfeitamente santo, não há n’Ele qualquer indício de desvio; por isso, diante d’Ele uma simples mentira é tão abominável quanto um homicídio.
Apesar de não haver “tamanho” de pecado, existe o que podemos chamar de pecados mais graves, como adultério, por exemplo, e para esse tipo de pecado não existe o “momento de fraqueza”.
Uma pessoa que busca viver de acordo com a vontade de Deus e fala um palavrão está pecando, pois aprendemos que da nossa boca não deve sair palavras torpes, mas esse pecado pode ser cometido em um momento de fraqueza; pode ser uma martelada no dedo ou uma fechada no trânsito. Chega uma ira repentina e pronto, pequei.
Mas vamos considerar o adultério; uma pessoa que comete tal pecado (que podemos considerar muito mais grave do que um palavrão) não o faz em um momento de fraqueza, o faz por estar fraco há muito tempo, e aqui entra o passo-a-passo do pecado.
Vejamos o texto de Tiago: somos tentados pelo nosso próprio mau desejo. Temos em nós a tendência para fazer o que é mau (Gênesis 8:21) e isso nos trás desejos maus; tais desejos são fonte de tentação para todos nós. Mas a tentação não causa consequências negativas desde que consigamos resistir. Esses desejos maus permeiam nossa mente e nos trazem pensamentos impuros, são os maus desejos sendo concebidos, e então surge o pecado. Nossa atitudes são reflexo do que temos em nossa mente (Mateus 12:34), e ali surge o pecado; porém ainda há tempo de escolher o final dessa história, mas o próximo passo é consumar o pecado, é colocar em prática os maus pensamento.
Percebe como existe uma sequencia de escolhas erradas até chegar ao pecado?
Precisamos, a cada dia, analisar nossos pensamentos e nossas atitudes. Não devemos testar nossos limites, não somos fortes o suficiente.
Comentamos sobre adultério, como está sua vida? O que você te olhado, com quem tem conversado e que tipo de conversas são essas? Você é casado(a) e costuma flertar com outras pessoas?
Não coloque em prática o passo-a-passo do pecado.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

As consequências de nossas escolhas

E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.
Gênesis 3:6


Dificilmente encontramos alguém que não conheça a história da Queda; mas, quantas vezes paramos para pensar na cadeia de acontecimentos envolvida aqui?
Não temos relatado aqui por quanto tempo Eva foi tentada, mas podemos imaginar que ela não cedeu num primeiro momento. Encontramos o comentário de que a serpente era o mais astuto de todos os animais, dificilmente argumentaria diretamente contra a ordem de Deus.
A relação entre o ser humano e os animais com certeza era diferente, assim como era diferente a relação entre Deus e o ser humano. Uma abordagem lenta e sutil para ganhar a confiança de Eva é o que possivelmente aconteceu; então, após estabelecer um relacionamento, surge o assunto e Eva ouve: “Certamente não morrereis!”.
Talvez até esse momento Eva não tivesse tomado consciência de que estava em má companhia, mas agora isso estava claro. Considerando que Eva não cedeu à tentação num primeiro momento, concluímos que, mesmo depois de identificar a nocividade da companhia, ao invés de se afastar e buscar a presença e orientação de Deus, ela continuou nesse relacionamento, testando seus limites, flertando com o perigo; fatalmente, não resistiu e pecou.
Agora ela já não trazia sobre si a imagem e semelhança de Deus, mas tornou-se instrumento de tentação para Adão, levando para ele do fruto. Não temos aqui o relato da argumentação de Eva, e também não temos indícios de que Adão tenha resistido. Assim como Eva, agora Adão também não trazia mais sobre si a imagem e semelhança de Deus, mas estava contaminado pelo pecado. Ele deveria ter resistido, deveria ter exercido sua liderança, se afastado da tentação e buscado a presença do Senhor, mas não o fez.
As consequências dessa escolha são de proporção imensurável; ao tomar conhecimento do bem e do mal, se escondem de Deus. O Senhor questiona Eva, que não reconhece seu erro e culpa a serpente; Adão, aos ser questionado, culpa a mulher e a Deus (a MULHER que TU me deste). A terra é amaldiçoada por causa do pecado de Adão, eles são expulsos do Jardim. A relação de cumplicidade e confiança entre o homem e a mulher já não existe, é possível imaginar as acusações trocadas entre o casal, Adão culpando Eva por lhe oferecer o fruto, Eva culpando Adão por não a defender, e assim uma relação conturbada acontece. Seu filho mais velho não respeita a Deus, o que podemos perceber quando ele leva uma oferta qualquer ao Senhor, e também pela resposta que deu ao ser questionado sobre Abel (“sou eu guardador de meu irmão?”); ele sente inveja e ódio de seu irmão, é repreendido por Deus mas ainda assim mata Abel.

E como aplicamos o que aprendemos aqui em nossas vidas? Veja, quais são as suas companhias? Você mantém relações com pessoas mesmo sabendo que está errado e precisa se afastar? Você participa de conversas, ouve coisas que desagradam a Deus e trazem tentação sobre você, e ao invés de se afastar e buscar a presença de Deus, insiste em flertar com o perigo e testar seus limites? Você pecou, permanece em pecado e agora é instrumento de tentação para outras pessoas? Está se escondendo de Deus, e quando sua consciência o acusa, você coloca a culpa em pessoas ou circunstancias ao invés de assumir que errou, se arrepender e buscar a Deus? Você já parou para pensar que as consequências de suas escolhas podem ser incalculáveis, que podem afetar outras pessoas, de modo irreversível?

Hoje Deus está falando para você o mesmo que falou para Caim:
“Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar.
Gênesis 4:7”

Caim rebelou-se, e por fim matou seu próprio irmão, qual será a sua escolha?

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Sabedoria de... Nietzsche?!?

Há alguns dias, ao ver um post de uma amiga no Facebook, minha mente virou um turbilhão de pensamentos; trata-se de um trecho do livro Nietzsche Para Estressados.
Nietzsche, um dos filósofos mais influentes que conhecemos. Nascido em uma família Luterana, neto de pastores, rejeitou sua fé durante a adolescência, quando teve contato com a filosofia.
A foto mostra o trecho do livro citado, e a primeira coisa que me veio à mente quando li foi: Sabedoria de... Nietzsche?!?
Uma das descrições que encontrei para este livro foi a seguinte:
“Este breve curso de filosofia cotidiana foi criado por Allan Percy para nos auxiliar nos momentos em que precisamos tomar decisões, recuperar o ânimo, encontrar o caminho certo e relativizar a importância dos fatos da vida.”
Não sei se o trecho da foto foi escrito por Nietzsche, ou é um comentário de Allan Percy (autor do livro); seja como for, gostaria de dividir com você a real fonte de sabedoria, sabedoria que vai além de meras citações filosóficas; vejamos o texto em partes:

“...Aprende-se a não voltar a ter condutas autodestrutivas...” - Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado; 2 Pedro 2:21

“...a não desperdiçar energia por conta da ansiedade.” - Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário? Mateus 6:25

“Descobre-se como dominar as tensões...” - E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. Filipenses 4:7

“...e que o ressentimento e a autocomiseração são as duas drogas mais tóxicas.” - Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. Colossenses 3:13
Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Romanos 5:8


“Aprende-se que o mundo adora o talento, mas recompensa o caráter.” - Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna. Mateus 5:37

“Entende-se que quase todas as pessoas não estão a nosso favor nem contra nós, mas absortas em si mesmas.” - Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, 2 Timóteo 3:2

“Aprende-se, finalmente, que, por mais que seja o nosso empenho em agradar aos demais, sempre haverá pessoas que não nos amam.” - Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo. Gálatas 1:10

“Trata-se de uma dura lição no início, mas que no fim se mostra muito tranquilizadora.” - Filho meu, atenta para as minhas palavras; às minhas razões inclina o teu ouvido. Não as deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-as no íntimo do teu coração. Porque são vida para os que as acham, e saúde para todo o seu corpo. Provérbios 4:20-22

Por que você buscaria auxílio em ideologias humanas, se pode saciar-se na Verdadeira Fonte? Pense nisso...

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Em que pensar?

“Por ultimo, meus irmãos, encham a mente de vocês com tudo o que é bom e merece elogios, isto é, tudo o que é verdadeiro, digno, correto, puro agradável e decente.”
Filipenses 4:8 (NTLH)

Sabemos que nossas atitudes são o reflexo de nossos pensamentos, daquilo que temos em nossa mente. Sabemos também que Deus requer de nós santidade (sem a qual ninguém verá a Deus), e que para crescer em santidade precisamos mudar nossas atitudes.
Ora, sendo as atitudes reflexo dos pensamentos, então é necessário muda-los. Mas, em que pensar? O texto citado é claro.
Você pensa em adquirir um bem, um carro, uma moto, uma bicicleta; quais são os meios que você planeja empregar para conseguir?
Pensa em ter estabilidade financeira de alguma forma que não seja através do seu trabalho (do suor do teu rosto comerás...)?
Pensa em progredir na vida profissional através de estudo, treinamento e esforço?
Mais importante do que bens materiais, você pensa em respeitar seus pais, seus filhos? Suas amizades e seus relacionamentos afetivos estão cercados de pensamentos puros e decentes?
Se você analisar as orientações dessa pequena porção da Palavra de Deus, irá identificar não só em que pensar, mas também em que NÃO pensar.
O relacionamento com Deus é algo impossível de ser explicado, você só vai entender vivendo; mudança de pensamentos, mudança de atitudes e busca incessante por santidade são princípios indispensáveis para isso.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Metanóia

“Fale sempre do que está escrito no livro da lei. Estude esse livro de dia e de noite e se esforce para viver de acordo com tudo o que o que está escrito nele. Se fizer isso, tudo lhe correrá bem, e você terá sucesso.”
Josué 1:8 (Nova Tradução na Linguagem de Hoje)

Já aprendemos que a vontade de Deus é que sejamos santos, e vimos também que para ser santos não adianta nos preocupar com atitudes, pois nossas atitudes refletem nossos pensamentos, sendo então necessário nos preocupar com mudança de pensamentos.
Identificando que é necessário mudar pensamentos, a pergunta que surge é: Como mudar pensamentos? E a resposta é outra pergunta: Sabendo que o que eu vejo e ouço torna-se alimento para minha mente, o que eu tenho visto e ouvido?
Através das mídias, somos bombardeados diariamente com o “jeito de pensar de nossa sociedade.” As imagens que vemos na TV, na internet ou nas revistas, ditando um “padrão” de beleza para homens e mulheres; as músicas que ouvimos, histórias de traições conjugais justificadas por “amores incontroláveis que fornecem forças pra enfrentar o mundo todo” são apresentadas envolvidas em uma beleza que não passa de falácia poética; apologia ao sexo banal como símbolo de liberdade; livros que lemos, pessoas com quem nos relacionamos, tudo isso influencia nossos pensamentos.
É necessário mudar a fonte da qual nos alimentamos, e você poderia dizer: Mas mudar a fonte é uma atitude que vem antes de mudar os pensamentos! Se você entende que precisa mudar a fonte é porque já pensou nisso, logo a atitude continua sendo reflexo dos pensamentos.
Fique atendo a esse detalhe: PRECISAMOS mudar. Muitas vezes não é uma questão de vontade, mas sim de necessidade. E qual a nova fonte que precisamos? O texto citado no início responde a tal pergunta: o Livro da Lei, a Bíblia.
Mudança de pensamentos não é algo que acontece da noite para o dia, é necessário esforço; quanto mais você se ocupar com estudos acercada Palavra de Deus, mais você vai conhecê-Lo e mais fácil será “tomar a sua cruz” e mudar seus pensamentos.
Na próxima postagem veremos alguns pensamentos que devem ocupar nossas mentes, e outros que devem ser aniquilados.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Como chegar a ser um santo

“Entretanto, as coisas que saem da boca vêm do coração e são essas que tornam uma pessoa impura.”
Mateus 15:18

Na postagem anterior vimos que a vontade de Deus é que sejamos santos, hoje vamos comentar um pouco sobre como proceder para isso.
É comum pensarmos que buscar a santidade é uma questão de atitude, e esse pensamento não está completamente errado, mas existe um “passo a passo” a ser seguido.
O texto citado faz parte de um contexto onde Jesus estava sendo questionado sobre a atitude de seus discípulos no tocante a uma tradição judaica que considerava que, se alguém comesse ou bebesse algo sem lavar as mãos, tornava-se impuro.
Jesus não está fazendo apologia à falta de higiene, mas sim nos proporcionando uma valiosa lição sobre santidade. Na verdade o que torna uma pessoa impura não é o alimento (vide versículo 11 deste capítulo), pois mesmo que lavemos as mãos, não podemos ter certeza de que tal alimento está realmente higienizado.
Em Provérbios 4:23 lemos: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida.” Quando os autores bíblicos citam a palavra “coração”, eles estão referindo-se à essência do ser humano, a nossa mente, o nosso “eu’; em Mateus 12:34 (2ª parte) lemos que “a boca fala do que está cheio o coração”.
Então aprendemos que o primeiro passo na busca da santidade não é mudança de atitudes, mas sim mudança de pensamentos; as nossas atitudes são reflexo dos nossos pensamentos.
Que tipo de pensamentos tem ocupado seu “coração”?
Na próxima postagem falaremos um pouco sobre pensamentos que santificam.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Santos

“Porém, considerando a santidade daquele que vos convocou, tornai-vos, da mesma maneira, santos em todas as vossas atitudes.
Porquanto, está escrito: Sede santos, porque Eu Sou Santo.”
1 Pedro 1: 15.16

Há quem diga que muitos querem ser filhos de Deus, mas poucos querem obedece-lo como Pai. Aqui aprendemos algo que pode ser usado como base para tudo o que Deus requer de nós; todas aquelas orientações como “negue-se a si mesmo, ame ao próximo, adore em espírito e verdade” estão inclusas em “Sede santos”.
A santidade faz parte do caráter de Deus, santidade a um grau que não podemos compreender. Para nós, a santidade é algo a ser almejado e buscado, para Deus, é uma característica inerente.
A ordem “Sede santos” implica na busca para voltar a ser imagem e semelhança de Deus. Ninguém que tenha sido chamado pode viver sem santificação, ela é simplesmente necessária; em Hebreus 12:14 vemos que “sem santificação ninguém verá a Deus”.
Se você pensa estar buscando a Deus, mas não cultiva a santificação como estilo de vida, saiba que não está buscando a Deus.
Hoje vimos que devemos buscar a santificação, no próximo post vamos aprender um pouco sobre “como” buscar a santificação.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Quando Deus fala: NÃO!

19 - Viu, porém, Davi que seus servos falavam baixo, e entendeu Davi que a criança estava morta, pelo que disse Davi a seus servos: Está morta a criança? E eles disseram: Está morta.
20 - Então Davi se levantou da terra, e se lavou, e se ungiu, e mudou de roupas, e entrou na casa do Senhor, e adorou. Então foi à sua casa, e pediu pão; e lhe puseram pão, e comeu.
2 Samuel 12

É bastante comum pessoas que estão interessadas somente em satisfazer sues próprios desejos, e isso acontece também dentro das igrejas; e o pior é que líderes de muitas igrejas aceitam esse comportamento, e até incentivam! Só se ouve falar em "tudo o que Deus pode fazer por você", como se Deus fosse o gênio da lâmpada, sempre pronto a atender os desejos de seus mestres, os seres humanos.
Deus não está ao nosso serviço, não se engane! Ele nos abençoa simplesmente por misericórdia, e não nos dá "mais do que merecemos", nós não merecemos nada!
É necessário lembrar que Deus não é obrigado a conceder nossos pedidos, Ele é soberano e decide dizer sim ou dizer não.
E qual deve ser nosso comportamento quando Ele diz NÃO?
Muitos se revoltam, deixam de ir à igreja, passam a ser opositores da bíblia, etc.; nunca aprenderam a verdade.
No texto citado, após ter jejuado e clamado ao Senhor durante 7 dias, Davi recebeu a resposta, e a resposta foi NÃO. Seu filho morreu, e aqui aprendemos uma valiosa lição, relatada no versículo 20.
Você clamou ao Senhor de todo o seu coração, e ainda assim a resposta foi NÃO? Faça como Davi: Levante-se e adore ao Senhor!

quinta-feira, 10 de julho de 2014

O Amor

"Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também ameis uns aos outros."
João 13:34

Acho interessante o fato de amar ser um mandamento. Muitos se enganam, reduzindo o amor a um mero sentimento, ou pior, confundindo paixão com amor.
A paixão é um sentimento que altera o comportamento da pessoa, o amor é um conjunto de atitudes que alteram o comportamento da pessoa. A paixão é mesquinha (quero alguém que ME faça feliz), o amor abre mão de direitos em prol do outro.
Amar ENVOLVE sentimentos, porém é muito mais que sentimentos; amar é atitude.
Certamente é muito fácil amar pessoas pelas quais nutrimos afeto; porém, mesmo sendo difícil, é possível amar também a pessoas pelas quais não nutrimos afeto.
Perdoar, não desejar o mau, não discriminar ou desprezar são atitudes pelas quais praticamos amor.
Em Mateus 22:37 aprendemos que o grande mandamento é amar a Deus sobre todas as coisas, isso abrange também nossas vontades. Abrir mão de algo que queremos em prol da obediência à vontade de Deus é uma atitude pela qual praticamos o amor a Deus. Com o tempo, experimentamos que quando deixamos de fazer algo que desagrada a Deus, mesmo tendo vontade de fazer tal coisa, somos brindados com uma satisfação inexplicável.
"Espera, não fazer o que eu quero implica em satisfação??"

Isso mesmo! Infelizmente somos naturalmente inclinados ao pecado, o que implica que, ao fazer algo que é pecado, fazemos porque gostamos. Quando somos confrontados pelo Espírito Santo, permanecemos inclinados ao pecado, mas a vontade de não pecar também está presente. E quando atendemos à vontade de não pecar praticamos o amor a Deus, somos provados e aprovados, e isso proporciona plena felicidade; pelo contrário, quando cedemos à inclinação ao pecado, deixamos de praticar o amor a Deus; isso nos trás a profunda tristeza que acompanha o arrependimento, e a sensação de que está sempre faltando algo.
Então, obedeça ao mandamento, AME!!!

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Relacionamento com Deus

"Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei. E, se não, fica sabendo ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste." Daniel 3:17-18 O mais interessante é que esse não foi um acontecimento isolado; desde antes de serem trazidos de sua terra natal, esses jovens caminhavam de acordo com a vontade de Deus. Não foi o fato de não se ajoelhar diante da estátua que colaborou para que fosse salvos, mas uma vida inteira de obediência ao Deus Vivo. Você pode não se ajoelhar diante de uma estátua quando está junto de outras pessoas, mas como vai seu coração? Em que você tem pensado, o que tem falado, ouvido e olhado? Não ajoelhar-se diante de uma imagem e levar uma vida desregrada é tão inútil quanto buscar a santidade e ajoelhar-se diante de uma imagem.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Maldição Hereditária



Caminhando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos perguntaram: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus. – João 9: 1 a 3

Certa vez fui confrontado a respeito de idolatria; a pessoa que conversava comigo pretendia comprovar a legitimidade do culto ou veneração aos santos. Segundo ela, o pregador havia discorrido a respeito do texto apresentado em Números 21: 4 a 9. A argumentação baseava-se na promessa de que Deus é imutável (Sl 102:25 a 27), com o intuito de embasar a ideia de que as pessoas poderiam sim venerar santos e imagens, pois no deserto Deus havia ensinado isso ao orientar a fabricação da serpente de bronze.
O que concluímos é que, separando textos isolados, é possível (pelo menos frente á pessoas sem conhecimento) embasar ensinos que na verdade não estão na Bíblia.
O texto que base de hoje nos fala a respeito de um ensinamento que, se não olharmos com cuidado, podemos nos enganar e aceitar como correto; porém é um dos mais equivocados que existem: a Maldição Hereditária.
Na época, a cegueira era comum; de nascença, catarata ou outras doenças oftalmológicas graves que ainda não tinham cura. A questão é que muitos judeus erroneamente atribuíam as doenças e necessidades especiais a castigo por pecados cometidos. Havia também a incorreta interpretação de ensinamentos Bíblicos, isolando-se textos de seus contextos e tendo como resultado entendimentos contrários ao que Deus nos passou. Em Êxodo 20:5 Deus fala que é “Deus zeloso, que visita a iniquidade dos pais nos filhos, até terceira e quarta geração...”; e esse é um dos textos usados para tentar embasar o ensinamento da maldição hereditária. Mas, está certo isso? Podemos mesmo sofrer por erros cometidos por nossos antepassados?
Ao argumentar a respeito das imagens, o citado pregador que entregou a mensagem àquela pessoa omitiu o 1º mandamento (Ex. 20:3 a 5 a), omitiu também o relato de 2 Reis 18:4, onde o rei Ezequias destruiu todos os ídolos que o povo de Israel vinha adorando durante um longo período de distanciamento do Senhor, entre eles a serpente de ouro (o motivo peo qual Deus ordenou a construção da serpente é tema para outra oportunidade).
O mesmo erro acontece referente à maldição hereditária, vejamos o que podemos aprender quanto à esta falsa doutrina:
*Os defensores de tal ensinamento dizem que pessoas que vivem problemas de depressão, alcoolismo, dependência de drogas, etc., estão nessa situação por que um antepassado viveu situação semelhante ou praticou esse pecado que é agora transmitido ao seu descendente. Isso é uma mentira e podemos comprovar com os seguintes argumentos:
1 – Deus, ao citar que visita a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração, não está dizendo que castiga os filhos pelos pecados dos pais. Na época, a cultura familiar era diferente de agora; os filhos viviam com os pais mesmo depois de casar, e os filhos de seus filhos também. Assim, filhos, netos e até bisnetos viviam junto com o patriarca. Ora, se o patriarca era idólatra, possivelmente seus descendentes seguiriam seus passos. Visitar a iniquidade dos pais nos filhos quer dizer que os mesmos pecados cometidos pelos pais eram praticado pelos dos filhos, Deus castigava tanto os pais quanto os filhos pela mesma categoria de pecado, se assim podemos dizer.
2 – Maldição não “pega” em cristãos:  Ver Gálatas 3:13 e 14 / Números 23:8a
3 – Maldição hereditária nega a culpa individual: Sou culpado pelos meus pecados, não pelos pecados de outras pessoas, parentes ou não (ver Tiago 1:13 a 15 / Ezequiel 18:2 a 4, 20)
4 – Maldição hereditária nega a eficácia da obra de Cristo: A morte e ressurreição de Cristo nos torna novas criaturas (2 Coríntios 5:17), já nos libertou das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor (Colossenses 1:13). Aprendemos em 1ª João 5:18 que somos de Deus e o maligno não pode nos tocar.
Já com estes poucos argumentos podemos ver que não é correto o ensino da existência de uma maldição hereditária.
Tenhamos sempre me mente tudo o que Deus já fez por nós e que somos d’Ele, um Deus bondoso e também justo, que não pesa sua mão sobre filhos por causa de iniquidades dos pais, e nem mesmo castiga os pais pelos erros de seus filhos.
Nossa vida é feita de escolhas, e cada um sofre consequências de seus próprios atos.

terça-feira, 25 de março de 2014

Ser diferente



“Falou Nabucodonosor e lhes disse: É verdade, ó Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que vós não servis a meus deuses, nem adorais a imagem que levantei?
Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste.”
Daniel 3: 14, 17 e 18

Uma dos episódios mais conhecidos dentre os tantos narrados na bíblia. Quero pensar um pouco em algo que fala muito mais do que nossas palavras: Nossa conduta.
Nabucodonosor  decretou que qualquer que não se ajoelhasse perante a estátua que tinha mandado fazer seria lançado em uma fornalha; como rei, ele tinha total poder para tal coisa. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego eram judeus. Levados cativos para a Babilônia, ees eram diferentes dos demais. Foram privados de sua cultura, mudaram suas roupas e até mesmo seus nomes (Hananias, Misael e Azarias); mesmo vivendo em uma sociedade tão corrompida, eles escolheram não se deixar corromper, mantiveram sua conduta.
Aprenderam desde criança que não deveriam prostrar-se, senão perante o Deus Vivo, e mantiveram sua fidelidade mesmo correndo risco de morte. Note que, apesar de saber que Deus poderia livra-los, eles não sabiam se isso aconteceria, mas deixaram claro que não negociariam sua conduta, nem mesmo para poupar suas vidas.
Hoje vivemos em uma sociedade que nos pressiona a curvar-nos perante os mais diversos deuses: O deus padrão de beleza, o deus dinheiro, o deus suborno, o deus promiscuidade, o deus preguiça, o deus trabalho, o meio deus, aquele que é amor mas não é justiça, que salva mas não condena, independentemente se os seus servos negociam sua conduta.
Examine sua vida, existe alguma área na qual você está negociando sua conduta? Alguma área na qual você está ajoelhando-se perante a estátua do rei?
Lembre-se, ser servo do Deus Vivo é mais que um discurso, é viver de forma irrepreensível. Não importa o que os outros fazem, importa a sua conduta diante de Deus.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Um presente para os mortos



“ E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,
Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência;
Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.
Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,
Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)...”
Efésios 2:1-5

Muitos pensam que, para ser salvo, são necessários muitos sacrifícios; outros pensam que o fato de ajudar aos necessitados, fazer boas obras e ser honesto pode trazer o benefício da salvação. Há aqueles que acham que o ser humano pode buscar a Deus e assim ser salvo, mas não encontramos base bíblica para nenhum desses pensamentos.
Não vamos aqui discutir sobre boas obras ou algo do gênero, isso fica para outra oportunidade.
Veja, o texto acima é apenas um dentre vários que nos ensina sobre salvação. As ultimas palavras são: “Pela graça”, isso quer dizer que nada do que fizermos, por melhor e mais bem intencionado que seja, pode nos conceder salvação; Jesus cumpriu o que era necessário para trazer salvação, o sacrifício perfeito. Recebemos salvação por graça, não por mérito.
Outro fato que o texto nos apresenta é que, por iniciativa própria, não temos nenhuma condição de buscar a Deus. Volte sua atenção para as palavras “Estando nós ainda mortos em nossas ofensas”; você já viu alguém morto ter alguma atitude? Deus nos amou, incondicionalmente Ele nos amou. Ele nos chama, e a partir desse chamado é que nos desperta e nos atrai a Ele, e somente depois desse chamado é que temos condições de buscá-lo; somente porque Ele nos capacita para isso.
Se você está lendo esta pequena meditação, mas ainda não tomou a decisão de seguir a Jesus, saiba que é o Espírito Santo que fala com você neste momento.
 Escolha segui-lo, Você terá experiências inimagináveis!

domingo, 23 de março de 2014

Perdão



“ E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?
 E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais.”
João 8:10,11

Muito é necessário para compreender o que aconteceu nesse dia, e muitas lições podem ser aprendidas; mas quero focar em apenas um ponto: O Perdão.
Várias pessoas usam essa passagem com o objetivo de justificar atitudes pecaminosas. A maioria de nós já ouviu a frase: “Nem Jesus condenou...” quando são confrontadas por causa de seus pecados.
O fato é que Jesus realmente não condenou a mulher, mas nesse momento Ele falava da sentença de morte por apedrejamento, o que a lei previa em caso de adultério. Apesar de não condená-la ao apedrejamento, Jesus não foi conivente com a atitude da mulher, Ele não disse: “Ok, ninguém te condenou, eu também não; volte a viver como antes”, Ele disse: Vai-te, e não peques mais; isso quer dizer: Mude de vida! Abandone seus pecados!
Deus nos perdoa por nossos pecados, mas é necessário mudança de atitudes.
A vontade de Deus para nossas vidas é que sejamos santos, pois Ele é Santo, e a santidade é incompatível com o pecado.
Não se engane, nosso Deus é um Deus de amor, mas também é Deus de justiça, e trará condenação eterna aos que não se arrependerem.
Como está sua vida, você tem buscado abandonar seus pecados? Olhe para suas atitudes, examine-se à luz da Palavra de Deus, identifique as inconformidades. O que Jesus disse àquela mulher serve para sua instrução: “Vá, e não peques mais.”