sábado, 22 de março de 2014

Caminhos Perigosos



Salmo 1:1,2
“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.”

Bem aventurado – Dicionário: Muito feliz, que é favorecido, que no céu gozará da beatitude eterna.
Beatitude: felicidade serena, sem inquietações.

Muitas vezes ouvimos mensagens onde o pregador afirma veementemente que é necessário aceitar a Jesus, segui-lo, para ser feliz. Isso com certeza é verdade, mas como alguém que não tem nenhum vínculo com Deus, que vive totalmente alheio à sua Lei, pode entender isto?
Todas as pessoas, de certa forma, são felizes com a o caminho que trilham; se não existe felicidade, com certeza a pessoa sofre de algum tipo de depressão.
Pessoas que frequentam boates, bares e outros, são felizes assim. Pessoas que ganham a vida em jogatinas são felizes assim. Pessoas viciadas em drogas de qualquer tipo, que se prostituem, que roubam, pessoas violentas, todos são felizes com a vida que têm; então fica difícil explicar de forma convincente os motivos pelos quais elas precisam mudar de atitude para obter a felicidade.
Nesse salmo aprendemos que ser “bem aventurado” é muito mais que ser simplesmente feliz, é viver um estado de felicidade que nada pode abalar.
Difícil para muitos entenderem a tranquilidade de um crente em momentos críticos da vida, como a morte de uma pessoa próxima, mas é a maneira mais simples de evidenciar a bem aventurança.
O texto nos mostra algumas características de uma pessoa bem aventurada.
      => Ímpio - Que ofende os pais, a moral, a justiça; que despreza a religião (religare – religar)
      =>Pecador - aquele que comete pecados
      => Escarnecedor – aquele que zomba
Existe aqui uma sequência nos acontecimentos; “não anda”.
Nossa vida é como uma estrada, ela tem início e fim; essa estrada é delineada primeiramente por nossos pais, que nos fornecem as bases éticas e morais; porém essa estrada sofre variações. Mesmo que não houvesse convívio social, não seríamos cópias perfeitas de nossos pais, pois temos nossa própria personalidade, nosso caráter original, que é diferente de todos os outros. Por isso, por mais parecidos que sejamos com alguém, sempre haverá diferenças de opiniões.
Mas nossa vida é influenciada também pela sociedade, por pessoas com as quais convivemos direta ou indiretamente, e é aí que entra o primeiro ensino do texto: não andar segundo o conselho dos ímpios.  Um conselho não é só um aviso ou advertência, pode ser também uma assembleia de pessoas que deliberam sobre determinados assuntos, e aqui podemos usar as duas definições.
Não devemos moldar nosso caminho segundo as orientações ou ideias de tais pessoas. É importante salientar que o ensino não é que devemos cortar relações sociais com tais pessoas, isso seria impossível e também não é a vontade de Deus (não vim para curar sãos, mas doentes); o ensino é que não devemos conviver, ter as mesmas atitudes, apreciar as mesmas coisas, ter os mesmos pensamentos.
Ora, se não tomamos cuidado com o primeiro ensinamento e caminhamos o mesmo caminho dos ímpios, não tardará o momento em que vamos nos deter nesse caminho.
Estaremos de tal maneira acostumados a não evitar o caminho dos ímpios, que em determinado momento algo vai nos chamar a atenção de tal forma que vamos nos deter. E o que seria deter-se? Não é simplesmente parar; antes tínhamos aquele costume de “dar uma caminhadinha” junto com os ímpios e depois voltar para a nossa estrada, aquela que trilhávamos desde que nascemos; agora já não voltamos, agora a nossa estrada está debaixo do caminho dos pecadores, e já não andamos sobre o chão que andávamos, mas em um solo perigoso, cheio d buracos e armadilhas que se confundem com o “asfalto” do caminho.
Nos detemos nesse caminho porque brincamos com fogo, porque um dia achamos que éramos fortes o suficiente para ir e vir quando quiséssemos e pensamos que esse ir e vir não traria consequências. Agora nos detemos no caminho dos pecadores, agora somos como eles e não nos importamos mais com o que nossos pais, irmãos ou amigos (verdadeiros amigos) falam, agora estamos em um momento em que pensamos ter o controle de tudo, pensamos que tudo o que aprendemos antes com aquelas pessoas que Deus usou para nos orientar é bobagem, é coisa do passado, é apenas ilusão.
Mas essa caminhada, apesar de não parecer, é muito pesada, e começamos a nos sentir cansados, pois toda a carga está sobre nossos ombros e não temos ajuda, mesmo assim continuamos no caminho dos pecadores.
Chegará um momento em que, seja pelo cansaço, seja por algo demasiadamente interessante, nos assentaremos, e assentaremos junto aos escarnecedores, e faremos parte do conselho dos ímpios, e já não seremos a pessoa que precisava tomar cuidado contra tantas coisas, mas seremos integrantes de um grupo seleto de ímpios e pecadores que escarnecem do nome de Deus, escarnecem das pessoas mais queridas que nos advertem quanto ao caminho que seguimos, e nossa mente estará tão cauterizada que não sentiremos vontade de sair desse caminho; um caminho que a princípio era uma pista asfaltada e bem sinalizada, porém um engodo, e agora estamos em uma trilha tão lamacenta que não conseguimos viver sem escorregar, uma trilha na qual quanto mais andamos, mais fundo vão nossos pés.
Em 2ª Samuel 11 vemos a ocasião em que Davi trilhou o caminho dos ímpios e cometeu adultério com Bate-Seba. Enquanto o exército estava na batalha ele estava em casa, completamente desocupado.
Quantas vezes o exército de irmãos está de prontidão para a batalha e nós estamos desocupados; estamos despreocupados com a palavra de Deus, alheios à igreja, escarnecendo de tudo o que aprendemos. Chegará o momento em que estaremos na mesma situação de Davi, e pode ser que não tenhamos um profeta para nos chamar de volta.
Como evitar que isso aconteça? Está no versículo 2 do capítulo 1º de Salmos.
Os ímpios receberão os castigos descritos nos versículos 4 e 5.
Não brinquemos com fogo, não tentemos descobrir qual é o limite, não façamos parte do conselho dos ímpios, não andemos no caminho dos pecadores e nem cheguemos a ser parte integrante dos escarnecedores; que façamos sim parte do grupo de pessoas bem aventuradas, que receberão suas recompensas, como está descrito no versículo 3.
Pense como está a sua vida; se você anda no caminho dos pecadores, arrependa-se e volte, pois “Ele é fiel e justo para nos perdoar de toda a injustiça!”

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