quinta-feira, 27 de março de 2014

Maldição Hereditária



Caminhando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos perguntaram: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus. – João 9: 1 a 3

Certa vez fui confrontado a respeito de idolatria; a pessoa que conversava comigo pretendia comprovar a legitimidade do culto ou veneração aos santos. Segundo ela, o pregador havia discorrido a respeito do texto apresentado em Números 21: 4 a 9. A argumentação baseava-se na promessa de que Deus é imutável (Sl 102:25 a 27), com o intuito de embasar a ideia de que as pessoas poderiam sim venerar santos e imagens, pois no deserto Deus havia ensinado isso ao orientar a fabricação da serpente de bronze.
O que concluímos é que, separando textos isolados, é possível (pelo menos frente á pessoas sem conhecimento) embasar ensinos que na verdade não estão na Bíblia.
O texto que base de hoje nos fala a respeito de um ensinamento que, se não olharmos com cuidado, podemos nos enganar e aceitar como correto; porém é um dos mais equivocados que existem: a Maldição Hereditária.
Na época, a cegueira era comum; de nascença, catarata ou outras doenças oftalmológicas graves que ainda não tinham cura. A questão é que muitos judeus erroneamente atribuíam as doenças e necessidades especiais a castigo por pecados cometidos. Havia também a incorreta interpretação de ensinamentos Bíblicos, isolando-se textos de seus contextos e tendo como resultado entendimentos contrários ao que Deus nos passou. Em Êxodo 20:5 Deus fala que é “Deus zeloso, que visita a iniquidade dos pais nos filhos, até terceira e quarta geração...”; e esse é um dos textos usados para tentar embasar o ensinamento da maldição hereditária. Mas, está certo isso? Podemos mesmo sofrer por erros cometidos por nossos antepassados?
Ao argumentar a respeito das imagens, o citado pregador que entregou a mensagem àquela pessoa omitiu o 1º mandamento (Ex. 20:3 a 5 a), omitiu também o relato de 2 Reis 18:4, onde o rei Ezequias destruiu todos os ídolos que o povo de Israel vinha adorando durante um longo período de distanciamento do Senhor, entre eles a serpente de ouro (o motivo peo qual Deus ordenou a construção da serpente é tema para outra oportunidade).
O mesmo erro acontece referente à maldição hereditária, vejamos o que podemos aprender quanto à esta falsa doutrina:
*Os defensores de tal ensinamento dizem que pessoas que vivem problemas de depressão, alcoolismo, dependência de drogas, etc., estão nessa situação por que um antepassado viveu situação semelhante ou praticou esse pecado que é agora transmitido ao seu descendente. Isso é uma mentira e podemos comprovar com os seguintes argumentos:
1 – Deus, ao citar que visita a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração, não está dizendo que castiga os filhos pelos pecados dos pais. Na época, a cultura familiar era diferente de agora; os filhos viviam com os pais mesmo depois de casar, e os filhos de seus filhos também. Assim, filhos, netos e até bisnetos viviam junto com o patriarca. Ora, se o patriarca era idólatra, possivelmente seus descendentes seguiriam seus passos. Visitar a iniquidade dos pais nos filhos quer dizer que os mesmos pecados cometidos pelos pais eram praticado pelos dos filhos, Deus castigava tanto os pais quanto os filhos pela mesma categoria de pecado, se assim podemos dizer.
2 – Maldição não “pega” em cristãos:  Ver Gálatas 3:13 e 14 / Números 23:8a
3 – Maldição hereditária nega a culpa individual: Sou culpado pelos meus pecados, não pelos pecados de outras pessoas, parentes ou não (ver Tiago 1:13 a 15 / Ezequiel 18:2 a 4, 20)
4 – Maldição hereditária nega a eficácia da obra de Cristo: A morte e ressurreição de Cristo nos torna novas criaturas (2 Coríntios 5:17), já nos libertou das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor (Colossenses 1:13). Aprendemos em 1ª João 5:18 que somos de Deus e o maligno não pode nos tocar.
Já com estes poucos argumentos podemos ver que não é correto o ensino da existência de uma maldição hereditária.
Tenhamos sempre me mente tudo o que Deus já fez por nós e que somos d’Ele, um Deus bondoso e também justo, que não pesa sua mão sobre filhos por causa de iniquidades dos pais, e nem mesmo castiga os pais pelos erros de seus filhos.
Nossa vida é feita de escolhas, e cada um sofre consequências de seus próprios atos.

terça-feira, 25 de março de 2014

Ser diferente



“Falou Nabucodonosor e lhes disse: É verdade, ó Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que vós não servis a meus deuses, nem adorais a imagem que levantei?
Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste.”
Daniel 3: 14, 17 e 18

Uma dos episódios mais conhecidos dentre os tantos narrados na bíblia. Quero pensar um pouco em algo que fala muito mais do que nossas palavras: Nossa conduta.
Nabucodonosor  decretou que qualquer que não se ajoelhasse perante a estátua que tinha mandado fazer seria lançado em uma fornalha; como rei, ele tinha total poder para tal coisa. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego eram judeus. Levados cativos para a Babilônia, ees eram diferentes dos demais. Foram privados de sua cultura, mudaram suas roupas e até mesmo seus nomes (Hananias, Misael e Azarias); mesmo vivendo em uma sociedade tão corrompida, eles escolheram não se deixar corromper, mantiveram sua conduta.
Aprenderam desde criança que não deveriam prostrar-se, senão perante o Deus Vivo, e mantiveram sua fidelidade mesmo correndo risco de morte. Note que, apesar de saber que Deus poderia livra-los, eles não sabiam se isso aconteceria, mas deixaram claro que não negociariam sua conduta, nem mesmo para poupar suas vidas.
Hoje vivemos em uma sociedade que nos pressiona a curvar-nos perante os mais diversos deuses: O deus padrão de beleza, o deus dinheiro, o deus suborno, o deus promiscuidade, o deus preguiça, o deus trabalho, o meio deus, aquele que é amor mas não é justiça, que salva mas não condena, independentemente se os seus servos negociam sua conduta.
Examine sua vida, existe alguma área na qual você está negociando sua conduta? Alguma área na qual você está ajoelhando-se perante a estátua do rei?
Lembre-se, ser servo do Deus Vivo é mais que um discurso, é viver de forma irrepreensível. Não importa o que os outros fazem, importa a sua conduta diante de Deus.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Um presente para os mortos



“ E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,
Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência;
Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.
Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,
Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)...”
Efésios 2:1-5

Muitos pensam que, para ser salvo, são necessários muitos sacrifícios; outros pensam que o fato de ajudar aos necessitados, fazer boas obras e ser honesto pode trazer o benefício da salvação. Há aqueles que acham que o ser humano pode buscar a Deus e assim ser salvo, mas não encontramos base bíblica para nenhum desses pensamentos.
Não vamos aqui discutir sobre boas obras ou algo do gênero, isso fica para outra oportunidade.
Veja, o texto acima é apenas um dentre vários que nos ensina sobre salvação. As ultimas palavras são: “Pela graça”, isso quer dizer que nada do que fizermos, por melhor e mais bem intencionado que seja, pode nos conceder salvação; Jesus cumpriu o que era necessário para trazer salvação, o sacrifício perfeito. Recebemos salvação por graça, não por mérito.
Outro fato que o texto nos apresenta é que, por iniciativa própria, não temos nenhuma condição de buscar a Deus. Volte sua atenção para as palavras “Estando nós ainda mortos em nossas ofensas”; você já viu alguém morto ter alguma atitude? Deus nos amou, incondicionalmente Ele nos amou. Ele nos chama, e a partir desse chamado é que nos desperta e nos atrai a Ele, e somente depois desse chamado é que temos condições de buscá-lo; somente porque Ele nos capacita para isso.
Se você está lendo esta pequena meditação, mas ainda não tomou a decisão de seguir a Jesus, saiba que é o Espírito Santo que fala com você neste momento.
 Escolha segui-lo, Você terá experiências inimagináveis!

domingo, 23 de março de 2014

Perdão



“ E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?
 E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais.”
João 8:10,11

Muito é necessário para compreender o que aconteceu nesse dia, e muitas lições podem ser aprendidas; mas quero focar em apenas um ponto: O Perdão.
Várias pessoas usam essa passagem com o objetivo de justificar atitudes pecaminosas. A maioria de nós já ouviu a frase: “Nem Jesus condenou...” quando são confrontadas por causa de seus pecados.
O fato é que Jesus realmente não condenou a mulher, mas nesse momento Ele falava da sentença de morte por apedrejamento, o que a lei previa em caso de adultério. Apesar de não condená-la ao apedrejamento, Jesus não foi conivente com a atitude da mulher, Ele não disse: “Ok, ninguém te condenou, eu também não; volte a viver como antes”, Ele disse: Vai-te, e não peques mais; isso quer dizer: Mude de vida! Abandone seus pecados!
Deus nos perdoa por nossos pecados, mas é necessário mudança de atitudes.
A vontade de Deus para nossas vidas é que sejamos santos, pois Ele é Santo, e a santidade é incompatível com o pecado.
Não se engane, nosso Deus é um Deus de amor, mas também é Deus de justiça, e trará condenação eterna aos que não se arrependerem.
Como está sua vida, você tem buscado abandonar seus pecados? Olhe para suas atitudes, examine-se à luz da Palavra de Deus, identifique as inconformidades. O que Jesus disse àquela mulher serve para sua instrução: “Vá, e não peques mais.”

sábado, 22 de março de 2014

Caminhos Perigosos



Salmo 1:1,2
“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.”

Bem aventurado – Dicionário: Muito feliz, que é favorecido, que no céu gozará da beatitude eterna.
Beatitude: felicidade serena, sem inquietações.

Muitas vezes ouvimos mensagens onde o pregador afirma veementemente que é necessário aceitar a Jesus, segui-lo, para ser feliz. Isso com certeza é verdade, mas como alguém que não tem nenhum vínculo com Deus, que vive totalmente alheio à sua Lei, pode entender isto?
Todas as pessoas, de certa forma, são felizes com a o caminho que trilham; se não existe felicidade, com certeza a pessoa sofre de algum tipo de depressão.
Pessoas que frequentam boates, bares e outros, são felizes assim. Pessoas que ganham a vida em jogatinas são felizes assim. Pessoas viciadas em drogas de qualquer tipo, que se prostituem, que roubam, pessoas violentas, todos são felizes com a vida que têm; então fica difícil explicar de forma convincente os motivos pelos quais elas precisam mudar de atitude para obter a felicidade.
Nesse salmo aprendemos que ser “bem aventurado” é muito mais que ser simplesmente feliz, é viver um estado de felicidade que nada pode abalar.
Difícil para muitos entenderem a tranquilidade de um crente em momentos críticos da vida, como a morte de uma pessoa próxima, mas é a maneira mais simples de evidenciar a bem aventurança.
O texto nos mostra algumas características de uma pessoa bem aventurada.
      => Ímpio - Que ofende os pais, a moral, a justiça; que despreza a religião (religare – religar)
      =>Pecador - aquele que comete pecados
      => Escarnecedor – aquele que zomba
Existe aqui uma sequência nos acontecimentos; “não anda”.
Nossa vida é como uma estrada, ela tem início e fim; essa estrada é delineada primeiramente por nossos pais, que nos fornecem as bases éticas e morais; porém essa estrada sofre variações. Mesmo que não houvesse convívio social, não seríamos cópias perfeitas de nossos pais, pois temos nossa própria personalidade, nosso caráter original, que é diferente de todos os outros. Por isso, por mais parecidos que sejamos com alguém, sempre haverá diferenças de opiniões.
Mas nossa vida é influenciada também pela sociedade, por pessoas com as quais convivemos direta ou indiretamente, e é aí que entra o primeiro ensino do texto: não andar segundo o conselho dos ímpios.  Um conselho não é só um aviso ou advertência, pode ser também uma assembleia de pessoas que deliberam sobre determinados assuntos, e aqui podemos usar as duas definições.
Não devemos moldar nosso caminho segundo as orientações ou ideias de tais pessoas. É importante salientar que o ensino não é que devemos cortar relações sociais com tais pessoas, isso seria impossível e também não é a vontade de Deus (não vim para curar sãos, mas doentes); o ensino é que não devemos conviver, ter as mesmas atitudes, apreciar as mesmas coisas, ter os mesmos pensamentos.
Ora, se não tomamos cuidado com o primeiro ensinamento e caminhamos o mesmo caminho dos ímpios, não tardará o momento em que vamos nos deter nesse caminho.
Estaremos de tal maneira acostumados a não evitar o caminho dos ímpios, que em determinado momento algo vai nos chamar a atenção de tal forma que vamos nos deter. E o que seria deter-se? Não é simplesmente parar; antes tínhamos aquele costume de “dar uma caminhadinha” junto com os ímpios e depois voltar para a nossa estrada, aquela que trilhávamos desde que nascemos; agora já não voltamos, agora a nossa estrada está debaixo do caminho dos pecadores, e já não andamos sobre o chão que andávamos, mas em um solo perigoso, cheio d buracos e armadilhas que se confundem com o “asfalto” do caminho.
Nos detemos nesse caminho porque brincamos com fogo, porque um dia achamos que éramos fortes o suficiente para ir e vir quando quiséssemos e pensamos que esse ir e vir não traria consequências. Agora nos detemos no caminho dos pecadores, agora somos como eles e não nos importamos mais com o que nossos pais, irmãos ou amigos (verdadeiros amigos) falam, agora estamos em um momento em que pensamos ter o controle de tudo, pensamos que tudo o que aprendemos antes com aquelas pessoas que Deus usou para nos orientar é bobagem, é coisa do passado, é apenas ilusão.
Mas essa caminhada, apesar de não parecer, é muito pesada, e começamos a nos sentir cansados, pois toda a carga está sobre nossos ombros e não temos ajuda, mesmo assim continuamos no caminho dos pecadores.
Chegará um momento em que, seja pelo cansaço, seja por algo demasiadamente interessante, nos assentaremos, e assentaremos junto aos escarnecedores, e faremos parte do conselho dos ímpios, e já não seremos a pessoa que precisava tomar cuidado contra tantas coisas, mas seremos integrantes de um grupo seleto de ímpios e pecadores que escarnecem do nome de Deus, escarnecem das pessoas mais queridas que nos advertem quanto ao caminho que seguimos, e nossa mente estará tão cauterizada que não sentiremos vontade de sair desse caminho; um caminho que a princípio era uma pista asfaltada e bem sinalizada, porém um engodo, e agora estamos em uma trilha tão lamacenta que não conseguimos viver sem escorregar, uma trilha na qual quanto mais andamos, mais fundo vão nossos pés.
Em 2ª Samuel 11 vemos a ocasião em que Davi trilhou o caminho dos ímpios e cometeu adultério com Bate-Seba. Enquanto o exército estava na batalha ele estava em casa, completamente desocupado.
Quantas vezes o exército de irmãos está de prontidão para a batalha e nós estamos desocupados; estamos despreocupados com a palavra de Deus, alheios à igreja, escarnecendo de tudo o que aprendemos. Chegará o momento em que estaremos na mesma situação de Davi, e pode ser que não tenhamos um profeta para nos chamar de volta.
Como evitar que isso aconteça? Está no versículo 2 do capítulo 1º de Salmos.
Os ímpios receberão os castigos descritos nos versículos 4 e 5.
Não brinquemos com fogo, não tentemos descobrir qual é o limite, não façamos parte do conselho dos ímpios, não andemos no caminho dos pecadores e nem cheguemos a ser parte integrante dos escarnecedores; que façamos sim parte do grupo de pessoas bem aventuradas, que receberão suas recompensas, como está descrito no versículo 3.
Pense como está a sua vida; se você anda no caminho dos pecadores, arrependa-se e volte, pois “Ele é fiel e justo para nos perdoar de toda a injustiça!”